sexta-feira, 8 de abril de 2011

Os erros são tão bons quantos os acertos?


Creio que muitos, talvez todos de certa forma, sabem que as relações humanas são profunda e amplamente complicadas, envolvem milhares de pressupostos, detalhes circunstanciais que podem variar de forma imprevisível no ápice do momento de contato.

Querer agradar a todos, ser fácil, flexível, compreensível, amável, prestativo não tem grandes problemas quando se entende que nem sempre todos, a todo momento, irão estar abertos a receber de forma “entendizente” suas ações. Nem sempre agradará a todos em todos os momentos. Este é o ponto.

Porém, não se pode amargurar o fracasso de uma relação. Sentir-se culpado por não conseguir fazer com que um, outro, ou alguém perceba sua intenção, sua razão de agir, é louvável, pretendendo ser este um ponto à reflexão sobre si mesmo, mas pode vir a ser um abismo infinito, abissal, em que correrá o risco de se perder na queda inebriante e escura sem um raio de luz ou de chão para se impulsionar de volta para o topo.

O que estou querendo dizer é: erramos, e se percebemos que erramos,  podemos refletir sobre o erro e tentar melhorar sem precisar se angustiar com o fato que nos relembra sempre que dá as caras. Queremos acertar sempre, isso é ótimo, mas para acertar vinte vezes... Quem nunca errou uma? Quem nunca errou duas ou três vezes? Lembre-se dos seus acertos e de como pode vir a acertar outras vezes adiante.

sábado, 2 de abril de 2011

Mantra Seis - Sri Isopanisad





yas tu sarvāṇi bhūtāny
ātmany evānupaśyati
sarva-bhūteṣu cātmānaṁ
tato na vijugupsate


"Aquele que vê todas as coisas relacionadas com o Senhor Supremo, que vê todas as entidades como Suas partes e parcelas e que O vê dentro de todas as coisas, nunca odeia nada nem ninguém." 

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Posso ser uma péssima lembrança de alguém, talvez de alguns, porém sei que estou nesse mundo para evoluir, tentar ser uma pessoa melhor tanto para mim, quanto para os outros e para com o Senhor, portanto, eis-me aqui dizendo: o hoje que você vê em mim pode parecer com o ontem que você teve contato no passado, porém, se além de ver, preocupar-se em se aprofundar e entender os caminhos pelos quais percorri, e todos nós percorremos, verá uma enorme mudança, creio eu para frente, para cima, para melhor...


domingo, 20 de março de 2011

À Grande Energia


Óh Grande Energia criadora,
divina és tu em teu esplendor.
Dos teus oceanos, terras e campos
com amor colho-te uma flor.

Óh Grande Energia mantenedora,
faz-me ver além do que é material
onde se encontra a verdadeira alegria
junto ao teu seio maternal.

Sei do teu empenho,
junto ao teu balanço
irei dançar.

Grande é o teu engenho
e a ele retenho
meu seguro navegar.

sábado, 19 de março de 2011

Confissões de Adolescente II


Dificil ter um blog pra escrever coisas e não fazer dele um diário ou uma espécie de zona paralela onde você pode fugir, e se autoanalisar.
Difícil fazer uma autoanálise. Difícil também não fazer. Ás vezes só dá vontade de vir aqui e falar o que se está pensando no momento. Meio que como uma necessidade de ser escutado por alguém, de ser entendido, até mesmo de ter atenção, nem que seja de uma forma imaginária. Como se estivesse se abrindo pra alguém, mas na verdade é você mesmo.
Hoje foi um daqueles dias que me fez pensar, refletir, ir e voltar no próprio pensamento sobre os pensamentos e memórias e experiências...
E o que eu sei é: Eu, muitas vezes, ajo, agi, e possivelmente ainda agirei como um imbecil. Como alguém que não se deve gostar por fazer o errado ao invés do certo. Mas, o pior é que eu faço sem querer, por incrível que possa parecer, é sem querer, sou um imbecil sem querer ser. (Alguém em sã consciência pretende ser um imbecil? - SIM!)
Mas era isso... Um dia eu entendo, ou não! Um dia eu mudo, ou não! Um dia eu amadureço o suficiente pra saber agir em determinados momentos. Assim espero!
E me sinto novamente com quinze anos...

quinta-feira, 17 de março de 2011


Queria que a saudade não fosse verdade, que o fingimento do fingir, que a mentira do mentir, fosse a verdade de fato. 
Todos sabem que a mentira e o fingimento são as defesas dos fracos, eis a verdade nua e crua. Quanto mais se mente, quanto mais se finge ser o que não é, mais se é fraco, mais se torna fraco, mais  se enfraquece.
E o fingir fingimento é o pior de tudo. É fingir que está fingindo ser fraco, quando na verdade se é, mas não quer parecer fingir não ser.

domingo, 13 de março de 2011

Acróstico - Thamara

T e busco no
H iato aberto do sentimento.
A mizade é
M aior que
A mor.
R epresentante da felicidade
A mizade é como flor.

Sábado a noite é dia de...? Sair, extravasar, ver os amigos, conhecer gente nova? Sexta é dia de após a aula, o trabalho, tomar um chopp com alguns colegas depois ir para casa deitar, ligar a tv e assistir até dormir? Quinta, Quarta, Terça, Segunda, são os dias da rotina estressante de viver para trabalhar e trabalhar para viver, estudar para ter um bom trabalho e poder viver trabalhando relativamente menos? Parece tudo tão clichê quanto um filme em que o par romântico se detesta no início mas acaba casando no fim.
Essa perspectiva monótona é baseada na vida cotidiana média de alguém? (Alguém sofredor, desiludido e conformado, presumo). Não parece essa uma vida chata? Não parece essa uma vida necessitante de uma virada na concepção de vida? Se viver for isso, é mesmo melhor estar, literalmente, morto. (Desculpe a pessimista franqueza).
Já diria a "sabedoria popular": "Não bebe, não fuma, não fode, então só pode estar morto."
Nos momentos de escape, nos sábados em que se sai para extravasar, nas sextas no "happy hour" com os colegas de trabalho, tudo sempre igual, é uma forma de viver ou de enganar o difunto? (Porque quem está morto se passaria por vivo?)
Viver será apenas isso: Passar a semana, depois mais quatro semanas, mais quatro, mais quatro...?